No início da atual Legislatura, a oposição na Assembleia queria criar um bloco robusto, capaz de enfrentar a base governista, hoje com envergadura maior no Estado. Com o passar dos meses, opositores se fragmentaram e cada um passou a defender seus interesses, estando juntos, porém, no momento das votações. No entanto, as eleições de 2016 podem inviabilizar uma unidade por parte dos oposicionistas, isso porque alguns deles devem disputar o pleito em lados opostos.
Para o deputado João Jaime (DEM), caso a oposição queira permanecer unida em 2016, deve traçar estratégias, já que alguns de seus membros podem estar em lados diferentes no segundo semestre, quando haverá eleições municipais. Pelo menos quatro partidos de oposição podem ter candidato para a disputa na Capital: PSDB, PSB, PR e PMDB. "É preciso sentar e traçar objetivos. Geralmente, em eleições, nos deparamos com muitos interesses distintos", atesta.
Heitor Férrer disse ser favorável à unidade da oposição, mas admite que ela se compromete, já que cada deputado tem uma forma diferente de atuar. "O ideal seria analisar tudo para que todos pudessem fundamentar os pronunciamentos. Mas isso é teórico, porque na prática não corresponde à realidade".
Emendas
Já Fernanda Pessoa (PR) acredita que partidos oposicionistas saíram fortalecidos dos embates em 2015, quando conseguiram aprovar emendas e melhorar projetos do Governo. "Por ter aumentado a oposição e por estarmos unidos, ainda que não fosse em uma bancada, fizemos a diferença no primeiro ano".
Silvana Oliveira (PMDB) diz que, apesar de ter trabalhado oficialmente separada, a oposição se comportou bem. "Agora queremos fazer uma reunião, e a intenção é que a gente mantenha o mesmo ritmo", alega.