O plenário da Assembleia Legislativa tinha poucos deputados na manhã de ontem. s discursos se sucediam sobre temas habituais: seca, hospitais filantrópicos, denúncias de irregularidades... Uma notícia como não se ouvia há mais de 20 anos modificou o curso do dia.
O deputado Fernando Hugo (SD) pediu “questão de ordem” pouco antes de Carlos Felipe (PCdoB) iniciar seu discurso. Pela voz embargada, já se esperava o pior: Welington Landim (Pros), internado havia nove dias, não tinha resistido ao tratamento de uma meningite e falecido.
A sessão era presidida por Joaquim Noronha (PP), que, atendendo a pedido de Hugo, suspendeu-a e solicitou aos demais presentes que fizessem a primeira de muitas homenagens a Landim: um minuto de silêncio. Muitos deputados estavam emocionados.
Alguns choravam.
Um dos mais presentes no acompanhamento de Landim no hospital, Hugo discursou: “Wellington, vai lá no céu e dá aula de parlamento para os anjos, porque aqui fica uma saudade eterna de todos nós”.
Por cerca de uma hora, deputados chegavam e saíam. “Quem não se lembra de quando o deputado Wellington Landim fez discurso sentado no plenário porque não podia ficar em pé por causa de dores no joelho?”, relembrou Dra. Silvana (PMDB).
Para os colegas, Welington Landim expressava exatamente a noção de compromisso que justifica a política. (Jéssica Welma)