“A educação de qualidade é o objeto de todas as políticas públicas da área educacional, mas as autoridades ainda não definiram como enquadrar uma escola quanto ao quesito qualidade”, frisou.
De acordo com o parlamentar, apesar do empenho e da dedicação de muitos professores, os números indicam, infelizmente, que a escola pública brasileira foi projetada para quem já sabe, não para quem não sabe e precisa dela para aprender. “A escola foi desenhada para um tempo em que o ensino era de qualidade, mas para poucos”, disse.
Para Professor Teodoro, com a universalização do acesso ao ensino básico, a partir da década de 1990, o cenário se transformou. Segundo ele, quando a escola pública começou a receber os novos alunos, cujos pais jamais haviam frequentado uma escola, ela entrou em crise. “A demanda por ensinamento era muito maior e exigia outra abordagem dos professores”, observou.
Com isso, na avaliação do deputado, a escola de hoje deve ser o espaço, também, para o desenvolvimento da linguagem. “Um papel do qual não pode se omitir. Sem que os alunos dominem a escrita e os números, eles não têm como evoluir nos estudos”, pontuou.
Teodoro destacou que o Ceará, a partir de Sobral, deu exemplo de como provocar uma reforma educacional com êxito e dar resposta ao novo desafio escolar. “Foi assim que surgiu o Programa de Alfabetização na Idade Certa – Paic. Já com resultados palpáveis no primeiro município em que foi instalado, o Paic começou a mudar a face da educação cearense e se expandiu para o âmbito federal”, informou.
Outro grave problema, na visão do parlamentar, é a formação do professor. Segundo ele, o País tem enorme carência de profissionais em áreas específicas, como Biologia, Química e Matemática. “E os poucos que temos não transmitem o conteúdo que os alunos necessitam”, avisou.
Teodoro observou, no entanto, que a culpa não pode ser atribuída ao professor, “mas ao processo de formação do magistério”. Ele avalia que se exige um profissional múltiplo na sala de aula, enquanto os cursos universitários são oferecidos em disciplinas estanques. “Mesmo os cursos de Pedagogia não cumprem seu papel a contento”, avaliou.
O deputado reconheceu que são necessários professores melhores; além disso, ter uma escola voltada exclusivamente para a formação do docente. O outro caminho é a elevação do piso nacional salarial para um patamar digno. “E se isso não for possível nos estados, que a União assuma os custos ou federalize a carreira do magistério”, sugeriu.
JS/CG