“Ou fazemos essa reforma, convocando todo o País para avançar neste projeto, ou continuaremos com a maior fonte de corrupção das campanhas eleitorais, o caixa dois”, frisou Dedé Teixeira. Ele defende a adoção do sistema de financiamento público de campanha, evitando o custeio privado da política. Para o petista, o partido está credenciado para promover a coleta de assinaturas, após ter sido o mais votado do país, nas eleições de 2012.
CRESCIMENTO
Dedé Teixeira também abordou as metas de desenvolvimento do País para o próximo ano. Segundo ele, as previsões da presidente Dilma Rousseff de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) da ordem de 4% em 2013 serão confirmadas, preparando o País para um crescimento com inclusão social. “Se conseguirmos manter este nível, faremos um grande Brasil. Após 10 anos de gestão do PT, temos a sensação de que o País está pronto para a plenitude de seu crescimento”, ressaltou.
O deputado destacou ainda que o salário mínimo de R$ 678,00 em 2013, com reajuste em torno de 9%, também é fator de inclusão social. “Além do crescimento, está garantindo um País com um povo com mais poder de compra e estão sendo implementadas políticas de crédito e desoneração de folha de pagamento. Mesmo com um crescimento abaixo da expectativa em 2012, terminamos o ano com forte tendência de crescimento em 2013”, pontuou. O deputado frisou que este ano foi criado 1,8 milhão de empregos com carteira assinada.
Em aparte, Fernando Hugo (PSDB) disse que não se pode passar mensagens enganadoras. “A situação é preocupante. A redução do IPI na linha branca lascou os municípios, que ainda hoje não sabem como vão se virar. Já há desemprego. Os tubarões banqueiros estão também cortando funcionários”, acentuou. Ferreira Aragão (PDT) disse que o PIB do Ceará cresce mais do que o do Brasil; e o País aplica mal os seus recursos. “Não adianta ter praça linda se falta insulina para diabético. As políticas sociais deveriam ser mais valorizadas”, afirmou.
Paulo Facó avaliou que a reforma política tem de ser feita, pois “os partidos provisórios são uma verdadeira imoralidade”. Segundo ele, o País mudou, mas a nossa riqueza está se esvaindo. “O Brasil vende ferro e compra aço. Vende silício e compra chip. É Como se vendêssemos papel e para comprar livros”, pontuou.
O deputado Roberto Mesquita (PV) lembrou que hoje temos salário de mais de US$ 300,00 quando há 10 anos se sonhava com salário de US$ 100,00. “Precisamos discutir pacto federativo. Quando há desoneração de impostos há um peso maior nos estados e municípios. Essa divisão entre os entes federativos deveria ser feita com todos os impostos, não só pelo IR e IPI”, sugeriu.
JS/CG